
Frederico Silva bate Comesaña e assina melhor vitória desde 2019 no Oeiras Open
Cinco anos depois de um triunfo do mesmo calibre, Frederico Silva voltou a vencer um top 100, e fê-lo a pensar em Roland Garros.
Raquete Lusitana
14 de abril de 2026 · 2 min de leitura
Cinco anos. Foi o tempo que Frederico Silva esperou por uma vitória destas. A última tinha sido em Bratislava, em novembro de 2021; a melhor, em setembro de 2019. Hoje, no Jamor, voltou a acontecer: 3-6, 6-3, 6-2 sobre o argentino Francisco Comesaña, #92 ATP, finalista do Oeiras Open há um ano e campeão há dois.
Foi a sexta vitória da carreira sobre um top 100, e o grito com que fechou o terceiro set (2h38 depois da primeira bola) não era um grito de quem ganhou a um top 100. Era um grito de quem sabe o que está em jogo a seguir.
Porque Paris pesa mais do que o jogo
O Oeiras Open 125 é a última oportunidade do calendário para Silva juntar pontos ao ranking de entradas do qualifying de Roland Garros. Cada jogo a mais no Jamor é uma linha que se aproxima e, para um jogador que não pisa o quadro de um Grand Slam desde o US Open de 2023, essa linha é tudo o que importa nesta semana.
Daí a intensidade. Daí o grito. Daí a forma como saiu do primeiro set (onde Comesaña partiu o serviço logo à abertura e fechou o 6-3 sem sustos) e voltou a entrar no segundo a jogar mais pesado de fundo, mais agressivo no retorno, mais próximo de um top 100 do que do #241 ATP que o ranking diz que é.
A recompensa chama-se Moez Echargui: tunisino, #146 ATP, três títulos Challenger e uma vitória recente sobre Silva (6-3, 6-3) no histórico direto. Os oitavos do Oeiras Open 125 jogam-se amanhã.
Fotografia e vídeo: FPT (@fptenis).